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COMO DESENHAR FLUXOGRAMAS DE PROCESSOS DE NEGÓCIO

Parte 3 – Analises de Capacidade e Custos em Processos.

 

COMO DESENHAR FLUXOGRAMAS DE PROCESSOS DE NEGÓCIO – Parte 3  – Analises de Capacidade e Custos em Processos.

1 – Analise de Capacidade e Custos em Processos.

Em continuação as duas primeiras partes  do artigo  “Como desenhar fluxogramas de processos de Negócio”, trataremos neste artigo algumas técnicas  de analises envolvendo custos e desempenho de processos, que podem ser utilizadas para identificar possíveis necessidades de melhorias ou  otimizações.

2.     – Termos e Nomenclaturas Utilizados:

  • Analista: Pessoa Responsável pelo levantamento, a analise e confecção do fluxograma de processo.
  • Usuário: Pessoa responsável pela transmissão do conhecimento do processo a ser analisado e representado graficamente.
  • Horas Disponíveis: Quantidade de horas em que o responsável por uma determinada atividade permanece à disposição para realizar as ações previstas em um processo durante o período compreendido pela jornada de trabalho.
  • Horas Trabalhadas: Quantidade de horas que o responsável por uma determinada atividade ou processo realizada efetivamente durante uma jornada de trabalho.
  • Horas Ociosas: No contexto deste artigo é quantidade de horas em que o responsável por uma atividade ou processo não executa atividade alguma.
  • Horas Produtivas: No contexto deste artigo, é a quantidade de horas efetivamente produtivas executadas pelo responsável de uma atividade ou processo.
  • Horas Retrabalhadas: No contexto deste artigo é a quantidade de horas realizadas em duplicidade devido à ocorrência de um erro ou falha no processo
  • Jornada de Trabalho: é o mesmo que um dia de trabalho, é composto em média por 8 horas diárias.

3 – Método 5w2h – (Incluindo as Perguntas e Informações Adicionais)

  • Custo Hora / Recurso?  = (Taxa Hora/Homem)   

Esta questão identifica a taxa hora, ou o custo por hora trabalhada e relativa ao recurso responsável pela execução da atividade. Há diversas formas e métodos de calcular este valor, uma vez que há responsáveis (Horistas) – tem seu salário calculado e pago de acordo com as horas efetivamente trabalhadas, há meses que recebem mais e outros menos, e os (Mensalistas) – tem o seu salário calculado e pago com base em uma carga horária padrão mensal, ou seja, independente da quantidade de dias úteis no mês, recebem sempre o mesmo valor padrão. Em nosso exemplo adotaremos uma fórmula simples, para que possamos identificar o valor da taxa hora padrão para o responsável utilizado em nosso exemplo (Assistente de Vendas) e que utilizaremos para custear as analises  que faremos a seguir.

Ex:

 (Informações necessárias):

Salário médio do Assistente de Vendas:  R$ 1.000,00

Encargos trabalhistas:  84% (Férias, 13º, FGTS, provisão para multa de Aviso Prévio, e outros)

Quantidade de Horas Disponíveis:  168 horas mensais  (mesmo que 8,0 horas diárias x 21 dias)

 (Fórmula de Calculo)

Taxa Hora = (1.000 x 1,84 ) / 168

Taxa Hora = R$ 10,95 / Hora

  • Quantas Vezes? =  (Qtde de eventos em uma Jornada Trabalho)

Esta é pergunta representa a quantidade média de eventos executados em durante uma jornada de trabalho. No exemplo de processo utilizado, mapeamos o processo de recebimento de pedidos de vendas de uma empresa.

Ex:

(Informações Necessárias)

Identificar a quantidade média de pedidos de vendas processados diariamente, vamos supor que sejam:

  • 200 pedidos em média.

(Informações Complementares)

No processo mapeado há duas hipóteses de erros ou que podem ocasionar retrabalho ao assistente de vendas.

São eles:

Os pedidos podem ser enviados com campos incompletos ou sem preenchimento válido

Os pedidos podem ser enviados sem a assinatura do cliente.

Vamos supor que a media diária de erros em cada um dos eventos sejam 5%, totalizando 10% dos pedidos recebidos possuem erros e precisam ser devolvidos ao remetente para realização dos ajustes necessários.

Os pedidos incompletos ou sem preenchimento válido

  • 5% =  (200 x 0,05) = 10 pedidos

Os pedidos sem a assinatura do cliente.

  • 5% =  (200 x 0,05) = 10 pedidos
  • ·         Quando Tempo? = (Duração média de uma atividade / em Minutos)

Esta é pergunta representa a quantidade média de tempo gasto em minutos para a execução de uma atividade incluída no processo. Note que em nosso exemplo, algumas atividades não possuem tempo informado, e isto é assim mesmo. Explico: As atividades lógicas (Perguntas / decisões e indicação de  saltos entre a sequencia de atividades)  não consomem esforço durante a  execução do processo, existem apenas para complementar a descrição e detalhamento facilitando o entendimento da sequencia lógica do processo.

Ex:

1-       Receber o pedido por e-mail :  2 min

2-      Conferir o preenchimento de todos os campos:  3 min

3-      Todos os campos forem preenchidos?  :   0 min

4-      Caso negativo, prosseguir do item 11. :  0 min

5 – Caso positivo: Verificar se o documento foi assinado pelo cliente:   1 min

Notas adicionais:

  • No item 4, houve apenas um endereçamento para a linha 11, e não houve esforço agregado no processo, pois ela é uma ação para o leitor executar durante a leitura do processo.
  • Já no item 5, houve uma ação pertencente ao processo (Verificar se o pedido foi assinado pelo cliente e neste caso consumiu 1 min de esforço do Assistente de Vendas).

Agora com  o preenchimento destas informações em nossa matriz modificada do Método (5W2H), vamos por fim calcular o H (How Much / Quanto custa) cada atividade de nosso processo de exemplo e ainda calcularmos mais alguns indicadores para servirem de base para as nossas análises:

4 – Preenchimento dos Campos Adicionais no  “Check List” Modificado para levantamento dos Dados.

Ex Planilha para Levantamento de Informações do Processo, com os dados adicionais já preenchidos:

 <Clique na figura para ampliar a imagem/  full Screen>

5 –  Analises dos Cálculos efetuados com as Informações Adicionais

5.1 – Analise Quantitativa de Tempos do Processo

 a)      Tempo dispendido para o processamento de um pedido de Vendas :

  •  30 min  / Pedido de Venda 

b)      Tempo Total de esforço por jornada de trabalho para o processamento dos pedidos de vendas:

  •  3.920 min / por  jornada de trabalho
    • 3.920 min / 60 =  65 horas / Jornada de Trabalho
    • 65 horas de trabalho equivalem a uma necessidade de pelo menos 8  Colaboradores na função de Assistente de Vendas,  para executar esta rotina / jornada de trabalho sem que fiquem pedidos por serem processados de um dia para o outro.
    • Qtde Colaboradores = (65 / 8 horas diárias) = Mínimo de 8 Colaboradores, sendo 9 a quantidade ideal.

c)       A atividade que mais dispensam esforço para serem executadas:

  •  Atividade Produtiva:
    • Informar o pedido de vendas no sistema de vendas:
  •  10 min / por pedido = Representando 33.34 % do esforço necessário para o processamento completo do pedido de vendas
  • 1800 min / por jornada de trabalho = representando 45 % do esforço total diário dispendido para processar os pedidos de vendas.
  •  Atividades para o Processamento de erros:
    • Preencher a notificação de não conformidade Pedido Venda
  •  6  Min / por pedido incompletos ou não assinados pelo cliente
  • 120 min / por jornada de trabalho = Representando 3% do esforço total diário dispendido para  processar os pedidos de vendas e,
  •  60% do esforço total das atividades executadas para o tratamento dos pedidos de vendas não conformes (Recebido com erros).

5.2 – Analise Quantitativa de Custos do Processo

 a)      O Custo para o processamento de um pedido de Vendas :

  •  O custo médio paraprocessar um  Pedido de vendas é de R$ 10,95 / pedido

b)      O Custo Diário dispendido no processamento dos pedidos de vendas:

  •  O custo total dispendido por jornada de trabalho para o processamento dos pedidos de vendas é de R$ 1.431,11 / jornada de trabalho

c)       A atividade que mais representam custos para serem executadas:

  •  Atividade Produtiva:
    • Informar o pedido de vendas no sistema de vendas:
  •  R$ 3,65  / por pedido = Representando   do custo total  33.44% dispendido para o processamento completo do pedido de vendas (R$ 10,95/pedido)
  • R$ 657,14 / por jornada de trabalho = representando 45,92 % do custo total diário (R$ 1,431,11/jornada) dispendido para processar o volume de pedidos de vendas.
  •  Atividades para o Processamento de erros:
    • Preencher a notificação de não conformidade Pedido Venda
  •  6  Min / por pedido incompletos ou não assinados pelo cliente
  • 120 min / por jornada de trabalho = Representando 3% do esforço total diário (30 min/pedido) dispendido para  processar cada um dos pedidos de vendas e,
  •  Representa 60% do esforço total das atividades executadas para o tratamento dos pedidos de vendas não conformes (Recebidos diariamente com erros – 200 min / jornada).

 5.3 – Gráficos para analises Auxiliares do Processo

 Analise dos Custos do Processo

Observações:

Atividades ordenadas pela ordem da atividade mais cara da esquerda para a direita, e os percentuais de participação acumulada do valor indica que se atuarmos nas 4 primeiras atividades (esquerda para a direita), e buscando uma forma de otimiza-las, estaremos atuando em 76,67% do valor total do processo.

Atividade Custo Unitário Atividade
Informar os dados do Pedido no Sistema de Vendas R$ 3,65
Notificar não conformidade ao Vendedor responsável pelo pedido R$ 2,19
Devolver pedido não conforme ao vendedor R$ 1,46
Verificar se o documento está com todos os dados preenchidos R$ 1,10

Analise do Esforço / Tempos  do Processo

 

Observações:

Atividades ordenadas pela ordem da atividade mais demoradas para serem executadas  da esquerda para a direita, e os percentuais de participação acumulada do esforço  indica que se atuarmos nas 4 primeiras atividades (esquerda para a direita), e buscando uma forma de otimiza-las, estaremos atuando em 75,oo% do esforço aplicado para execução do processo.

Atividade Esforço Min /Unitário Atividade
Informar os dados do Pedido no Sistema de Vendas 1.800
Verificar se o documento está com todos os dados preenchidos 600
Arquivar o pedido de vendas 540
Receber o pedido de vendas 400

Analise do Carga / Taxa Ocupação Equipe alocada no Processo

 

Observações:

O gráfico demonstrando a taxa de ocupação do processo indica que há  5% de horas ainda ociosas para a execução do processo, equivalendo a  6,67 Horas ainda disponíveis para absorver mais pedidos a serem processados por Jornada de Trabalho.

Ex:

Horas Disponíveis = ( 8 horas diárias * 60 min *  9 colaboradores ) = 4.320 min / Jornada

Horas Trabalhadas – Soma tabela 5w2h = 3,920 minutos para processar 200 pedidos em média por jornada.

Horas Ociosas = (4.320 – 3.920) = 400 min ociosos / jornada

Tempo Processamento completo de um pedido = 30 min

Então:

Qtde Pedidos Adicionais possíveis =  (400 / 30 min)  = 13 Pedidos

Tipo de Horas Qtde Minutos / Jornada Qtde Horas / Jornada
Horas Disponíveis 4320,00 72,00
Horas Trabalhadas 3920,00 65,33
Horas Ociosas 400,00 6,67

Fim do Conteúdo deste Artigo.

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Ou ainda, Leia mais sobre este mesmo assunto, em nossos POSTs.

Framework Compliance Norma ISO-27002

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2 Parte  – Instruções Passo-a-Passo para Desenhar um Fluxo.

No próximo Artigo (Parte 2), trataremos as técnicas a serem utilizadas durante as Entrevistas para levantamento de informações dos processos a serem desenhados e alguns exemplos de como devemos organizar e preparar o conteúdo das informações obtidas no levantado para facilitar a confecção do respectivo fluxograma. Próximo Artigo : COMO DESENHAR FLUXOGRAMAS DE PROCESSOS DE NEGÓCIO – Parte 2 – Levantamento, Analise e Desenho do Processo de Negócio.

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https://aghatha.wordpress.com/2011/06/18/como_formatar_e_organizar_a_documentacao_de_processos_ti/

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·       Agradecimentos e Convites:

Seu feedback é muito importante para nós, caso você tenha alguma dúvida ou necessidade de informações adicionais para o seu entendimento ou aplicação, entre em contato conosco através do e-mail abaixo.

Abraço e Felicidades a Todos,

Eurico Haan de Oliveira

http://www.aghatha.com/index.htm

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Apresentação AGHATHA Framework – Norma ISO-27001:2/2005.


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·       Declarações de Direitos de Copyright

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– Fim Declarações de Direitos de Copyright —

– Fim Artigo

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COMO DESENHAR FLUXOGRAMAS DE PROCESSOS DE NEGÓCIO – 1 Parte – Introducao Conceitos e Modelos

COMO DESENHAR FLUXOGRAMAS DE PROCESSOS DE NEGÓCIO

Parte 1 – Introdução, Conceitos e Modelos.

Como desenhar fluxograma de processos de negócio – parte 1 – Introdução, Conceitos e Modelos.

Muitas vezes nos deparamos com a dificuldade que os responsáveis pelos processos nas organizações têm ao demonstra-los graficamente.

Com o objetivo de auxiliar os colegas nesta atividade  vamos descrever neste artigo um método simples, mas que ao mesmo tempo é bastante útil e prático.

Vamos utilizar na confecção deste artigo, fluxos e gráficos desenhados com o uso do VISIO da Microsoft,  no entanto o leitor poderá fazer uso de qualquer outra ferramenta disponível no mercado, inclusive ferramentas livres.

O nosso objetivo aqui não é avaliar esta ou aquela ferramenta, ou determinar se uma ferramenta é melhor que a outra, ou ainda a possibilidade de utilização de outros modelos e formatos para a documentação de processos.

O nosso objetivo é descrever um método que o leitor possa aprender facilmente e aplicar na documentação de seus processos.

1 – Introdução ao estudo de processos

Antes de abordar a técnica a ser utilizada no desenho propriamente dito dos  processos é necessário que o nosso leitor tenha o entendimento dos princípios básicos dos processos, para isto vamos abordar os tópicos principais e neste sentido nivelar os conhecimentos.

1.1    – Componentes Básicos dos Processos

Por definição, um “Processo” deve possuir um conjunto de componentes básicos para ser considerado um processo, são eles:  Componente  de “entrada”, com base neste componente é realizado as atividades de  “processamento”, e como resultado  deverá produzir uma  “saída” qualquer.

1.2   – Controle de qualidade entre os Componentes do Processo

Como qualquer atividade destinada a produzir algo, o processo requer a realização de atividades de controle para assegurar a sua qualidade e que deverá ser aplicada em cada um dos seus componentes (Entrada-Processamento-Saída). Agindo desta forma estaremos evitando comunicação de eventuais erros ou falhas entre os elementos que compõem o processo, dentro do universo compreendido pelo próprio processo.

Traduzindo isto de uma forma mais clara:

 

 1.3   – Controle de qualidade entre Processos

No entanto, um processo não é um elemento absoluto e restrito a si próprio,  possivelmente em algum momento dependerá de outros processos para ser “alimentado” e possivelmente, após a execução de seu próprio processamento, passará a “alimentar” outro processo através do seu “produto” e assim sucessivamente.

Diante disto, é uma boa prática considerar ações de controle de qualidade também entre processos, e com isto garantir a qualidade e a integração entre os mesmos, ou seja, é importante assegurar que o “produto” gerado por um “processo fornecedor” seja validado por ele mesmo antes de ser comunicado ao seu “Processo Cliente”.

Traduzindo isto de uma forma mais clara:

 

Em tese, quando agimos desta forma, o “Processo Executor” não teria necessidade de validar os seus “insumos” no momento de proceder o recebimento de sua “entrada”, uma vez que isto deveria ter ocorrido previamente no “Processo fornecedor”, pouco antes do mesmo proceder a liberação de “saída”.

No entanto,

Se verificarmos a qualidade apenas uma única vez, estamos sujeitos à possiilidade de ocorrência de alguma falha na saída do “Processo fornecedor” e nem sempre a “Qualidade declarada” na saída de um processo, atenderá plenamente os requisitos de qualidade necessários para atender a  “entrada” no processo seguinte.

Exemplo Prático: Experimente executar o ciclo de vida de um projeto de desenvolvimento de sistemas, onde cada etapa do ciclo pode ser comparada a um processo. Quando não realizamos estas verificações de entrada e saída em cada uma das etapas do processo de produção do sistema, o grau de variação do produto resultante será um fatorial das taxas de erro ocorridas em cada etapa, (O Resultado será medido pela multiplicação das taxas de erro existentes em cada etapa,  pelas taxas de erro das etapas seguintes, e assim sucessivamente), esta é a explicação matemática de possíveis distanciamentos  entre o “requisito original do negócio” e o  “resultado do produto do projeto”, note que antes de mais nada uma Metodologia é um Processo e pode-se utilizar este conceito na formulação do controle de qualidade na formatação de etapas ou fases de uma MDS.

Traduzindo isto de uma forma mais clara:

 Uma vez entendido estes componentes e os critérios básicos de revisão de qualidade e  integração entre os componentes de um processo e entre processos fornecedores e processos clientes, retornaremos ao nosso objetivo inicial, que é demonstrar graficamente os processos de negócio através de fluxogramas.

2        Padrão de Simbologia

Existem diversos padrões de símbolos possíveis para desenhar fluxogramas de processos, e inclusive padrões destinados a especificações e desenho técnico de software, modelos de dados e tantos outros. Vamos adotar aqui um modelo bastante simples e composto por um número reduzido de símbolos, mas que são suficientes para demonstrar um processo de negócio através de um fluxograma.

São eles:

 

 

3        – O  Modelo de Estrutura do Fluxograma do Processo.

Existem diversos formas possíveis de estruturar um fluxograma de processo, a mais indicada para mapear processo é a denominada (CROSS-FUNCTIONAL), o que poderia ser traduzido mais ou menos como “fluxograma cruzado entre funções”.

Neste formato, o fluxograma possibilita a inclusão de informações adicionais, além da sequência de atividades proporcionada pelo encadeamento dos símbolos, e é possível segmentar o desenho do processo em “setores/celulas” como se fossem uma matriz, sendo inseridos nas linhas os Atores ou funções responsáveis pela execução das Atividades e nas Colunas as etapas existentes em um determinado processo.

Veja como ficaria o desenho de um processo seguindo a estrutura Cross-Functional na visão Horizontal:

 

 O mesmo Processo, seguindo a visão Cross-Functional na visão Vertical:

 

E ainda, o mesmo processo utilizando-se a forma Livre normalmente utilizada. Note que as informações adicionais presentes nas duas opções anteriores fazem de fato a diferença no entendimento do processo.

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See the article content in English here:

https://aghatha.wordpress.com/2011/07/29/how-to-draw-business-process-flowchart-part-1-of-3-%e2%80%93-introduction-concepts/

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No próximo Artigo (Parte 2), trataremos as técnicas a serem utilizadas durante as Entrevistas para levantamento de informações dos processos a serem desenhados e alguns exemplos de como devemos organizar e preparar o conteúdo das informações obtidas no levantado para facilitar a confecção do respectivo fluxograma. Próximo Artigo : COMO DESENHAR FLUXOGRAMAS DE PROCESSOS DE NEGÓCIO – Parte 2 – Levantamento, Analise e Desenho do Processo de Negócio.

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Apresentação AGHATHA Framework – Norma ISO-27001:2/2005.


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COMO FORMATAR E ORGANIZAR A DOCUMENTAÇÃO DE PROCESSOS DE BOAS PRÁTICAS– ISO-27.002 / ISO-20.000 / COBIT / ITIL-V3

COMO FORMATAR E ORGANIZAR A DOCUMENTAÇÃO DE PROCESSOS  DE BOAS PRÁTICAS– ISO-27.002 / ISO-20.000 / COBIT / ITIL-V3.

Após a decisão em adotar algum padrão ou recomendações tais como (ISO/IEC-27.002, ISO/IEC-20.000, ITIL, COBIT, COSO e tantos outros existentes, surge a pergunta: COMO COLOCAR EM PRÁTICA AS AÇÕES NECESSÁRIAS?,

Depois de alguns anos chegamos a um modelo que é bastante efetivo em termos de conteúdo e praticidade para formalização de processos e controles.

Embora existam normas especificas de qualidade que contemplam recomendações e práticas neste sentido, há necessidade de fazermos algumas adaptações para implantar boas práticas relacionadas à Tecnologia da Informação, as quais passaremos a abordar. O nosso leitor poderá adotar ou não estas sugestões, mas vamos procurar explanar o que elas representam e porque são recomendadas.

1 – A Estrutura Hierárquica da Documentação.

Primeiramente é necessário definir a estrutura a ser seguida na organização dos documentos, lembrando que é necessário contemplar nesta estrutura todos os escalões hierárquicos existentes na organização e lhes referenciando a cada um os tipos de documentos sob sua responsabilidade organizacional ou institucional. Vejamos um exemplo na figura abaixo:

Politicas:  Estabelecer o nível estratégico a ser cumprido na adoção das melhores práticas. É atribuída pelo nível diretivo das organizações e estabelece as diretrizes gerais a serem observadas por todos.

Normas: Estabelecer o nível tático e estabelece as regras a que as áreas operacionais deverão observar para o cumprimento das diretrizes ditadas pelas políticas. É atribuída aos gerentes e gestores das áreas envolvidas em cada prática ou modelo que será adotado.

Procedimentos: Estabelecer o nível operacional e estabelece o “como será feito!”, descrevendo passo a passo as atividades, responsáveis, evidências a serem produzidas, e ainda em um segundo momento, poderão ser adotadas métricas que possibilitem a medida de eficiência e de nível de serviço obtido pelo processo.

Controles e Métricas: Estabelece o “Entregável ou Evidencia física da execução do Processo”, ou seja, o processo de fato foi executado, quando ao final de seu ciclo, o usuário tenha produzido o controle ou a evidencia nele instituído.

Pode-se ainda vincular métricas ou indicadores de controle para medir a efetividade do procedimento, e dependendo do resultado ser favorável ou não, identificar a necessidade de melhorias ou ajustes no processo até que o índice desejado seja atingido.(Assim se estabelece o ciclo de melhoria contínua dos processos).

2 – A Estrutura Física dos Documentos

Uma vez estabelecido à estrutura hierárquica da documentação, e o seu endereçamento nas escalas de comando da companhia, passamos a estabelecer o conteúdo físico de cada tipo de documento, cada um estabelecendo o conteúdo a ele determinado na estrutura hierárquica da documentação (Item 1).

Na figura abaixo, exemplificamos um modelo de documento muito fácil de ser entendido e ao mesmo tempo bastante completo em termos de conteúdo e formato de apresentação.

documento_padrao_aghatha_framework

2.1 – Composições de Estrutura Comum (Politicas, Normas e Procedimentos).

Tipo de Documento:  é recomendado que o documento possua uma indicação claramente visível que identifique ao leitor o tipo de documento (ex. Politica, Norma, Procedimento, Controle, Instrução Técnica, entre outros).

Cabeçalho / Identificação: Deve haver um quadro incluindo as informações relacionadas a identificação do documento, tais como Título/Descrição do Documento, Identificação, Versão, Data emissão, data de Inicio Vigência, Data de fim da vigência, e data prevista para a sua próxima revisão, responsáveis, classificação de sigilo, áreas responsáveis.

Objetivo do Documento: Descrever de forma clara o objetivo do documento, ou o proposito desejado do documento.

Abrangência/Aplicação: Descrever ao leitor qual é a abrangência de uso do documento, se é um documento de uso corporativo, aplicável a apenas uma Unidade, departamento ou a um grupo de pessoas. A informação deve ser clara ao leitor quando ele puder ser identificado no grupo de pessoas que deve ou não cumprir o que está estabelecido no documento.

Terminologia: Identificar os termos técnicos não usuais e o seu significado através de uma descrição clara e preferencialmente não técnica, e que possa ser entendido por pessoas leigas em relação ao termo técnico, siglas ou palavras em outros idiomas.

 2.1.1 – Composições Especificas  (Descrição de Politicas).

Descrição das Diretrizes: Identificar o conteúdo detalhado das Diretrizes forma mais detalhada e clara possível.

Sugerimos adotar o formato de uma tabela, contendo em cada coluna as informações requeridas em cada Diretriz, sendo no mínimo: Numero sequencial, descrição ou enunciado das Diretrizes a serem seguidas e um campo para Observações e informações complementares. Ex:

Descrição das Diretrizes de Uma Politica:

Seq Diretrizes Observações
1 As entradas e Saídas de Colaboradores nas dependências da organização deverão ser controladas através de identificação funcional padrão. São considerados colaboradores, todos os níveis hierárquicos da Organização, incluindo Diretores, Gerentes, Supervisores, colaboradores e estagiários.

 2.1.2 – Composições Especificas  (Descrição de Normas).

Descrição das Normas: Identificar o conteúdo detalhado das normas a serem seguidas para a aplicação das Diretrizes, estabelecendo regras na forma mais detalhada e clara possível..

Sugerimos adotar o formato de uma tabela, contendo em cada coluna as informações requeridas em cada Regra, sendo no mínimo: Numero sequencial, descrição ou enunciado das Regras a serem seguidas e Observações. Ex:

Descrição das Regras de uma Norma:

Seq Regras Observações
1 Todos os colaboradores da organização serão identificados através de identidades funcionais, seguindo o modelo padrão da companhia. São considerados colaboradores, todos os níveis hierárquicos da Organização, incluindo Diretores, Gerentes, Supervisores, colaboradores e estagiários.
2 As identidades funcionais devem ser providenciadas pela Área de RH e entregues no primeiro dia de trabalho. Os colaboradores que ainda não possuem a identidade funcional deverão receber a sua identificação até 30 dias da data de inicio de vigência desta norma.
3 Os colaboradores deverão apresentar as suas identidades funcionais na portaria nas ocasiões de movimentação de entrada e saídas das dependências da organização. O procedimento de entrada e saída identificadas entrará em vigora 30 dias após a data de inicio de vigência desta norma
4 Nos casos de perdas e extravio o colaborador deve reportar formalmente o fato a Área de RH, para que seja providenciada a emissão de nova identidade funcional.

 2.1.3 – Composições Especificas  (Descrição de Procedimentos).

Descrição do Processo:  Identificar o conteúdo detalhado do Procedimento na forma mais detalhada e clara possível..

Sugerimos adotar o formato de uma tabela, contendo em cada coluna as informações requeridas em cada atividade, sendo no mínimo: Numero sequencial, descrição da Atividade e Observações, podendo-se ainda incluir campos adicionais e facultativos, tais como, a Identificação do Responsável (Quem?) as situação ou condição de execução da atividade (Quando?). Quanto mais informações, mais completo será o conteúdo do processo e mais demorado e complexo será a sua confecção, isto posto, sugerimos iniciar com modelos mais simplificados e complementando campos adicionais na medida em que se fizerem necessários. Ex:

Descrição das Atividades de um Procedimento (Procedimento de Entrada e Saída na Portaria de Pedestres):

Seq Descrição Atividade Observações Quem? Quando?
1 Verificar a identificação do colaborador na ocasião de entrada do colaborador. Modelo Identificação MOD-001 – Identidade Funcional Vigilante No momento de entrada e saída dos colaboradores na empresa
2 A identidade funcional do colaborador é valida? N.A. Vigilante N.A.
3 Caso Positivo:Liberar o acesso ao colaborador N.A. Vigilante N.A.
4 Caso Negativo:Encaminhar o colaborador ao RH, para que seja providenciada emissão de nova identidade funcional / Identidade provisória. N.A. Vigilante N.A.

 2.1.3 – Composições Comuns  (Campos de Controle dos Documentos).

No Item 2.1 e seus subitens tratamos as partes específicas de cada documento, informando as variações de conteúdo dependendo de cada tipo de documento (Politica, Norma ou Procedimento). Após esta parte, o documento pode ser padronizado nas questões de controle e referencias.

Sugerimos incluir após a parte especifica os seguintes campos de controle.

Documentos Referenciados /Anexos: Identificar ao leitor a relação de documentos relacionados, por Exemplo, identificar em uma política quais normas está a ela subordinada, identificar em uma norma quais procedimentos a ela estão subordinados, e etc..

Este tipo de informação dá ao leitor informações de referencia entre os documentos, uma vez que a Politica gerou uma determinada norma, e esta gera uma determinada relação de procedimentos, desdobrando uma Diretriz em Regras e esta em um ou mais procedimentos.

Pode-se ainda desenhar graficamente os processos através de fluxos das atividades demonstrando as atividades passo-a-passo e facilitando em muito o entendimento do processo. (Politicas e Normas não possuem Fluxogramas), mas podem conter desenhos esquemáticos que facilitem o entendimento dos objetivos das mesmas.

Classificação da Informação: Nos casos onde as organizações possuem politicas de segurança da informação é importante identificar nos documentos a sua classificação de segurança (Documento de Uso Interno, Documento Confidencial, Documento Restrito a um determinado Grupo de Pessoas).

Controle de Aprovação / Revisão: Tabela contendo a identificação dos responsáveis pela aprovação e revisão do documento, local para assinatura e data dos responsáveis, e identificação de contato.

Anexos: Convém incluir toda e qualquer informação adicional, modelos e templates necessários para a execução ou entendimento como anexo ao final do documento. Recomendamos enumerar os anexos e referencia-los no corpo do documento para facilitar a navegação e leitura.

3 – Controles da Documentação.

3.1 – Lista de Documentos e Controle de Revisão.

Na medida em que os documentos sejam confeccionados é recomendado que sejam apontados em um controle destinado a relacionar os documentos vigentes, em revisão, revogados, e  a identificação do documento, Numero de sua versão, Identificação de seus responsáveis, data de inicio de vigência, data de fim da vigência e data prevista para a sua próxima revisão, resumo de revisões realizadas identificando o que mudou entre uma versão e outra.

Regularmente recomendamos a verificação deste controle, com a finalidade de promover as revisões periódicas de conteúdo e de aplicação de melhorias nos processos, sendo que pelo menos 30 dias antes da data de vencimento da data prevista para a revisão, o responsável pela documentação deve enviar uma notificação de revisão ao responsável para que o documento seja revisado até a data do seu aniversário.

As boas práticas determinam que a documentação deva ser revisada pelo menos uma vez a cada ano, e não é incomum encontrar documentos com mais de 10 anos de vigência e com 30 ou 40 revisões, ou seja, um processo é uma entidade com vida própria e está em constante evolução. Não existe processo perfeito e ele sempre poderá ser melhorado, simplificado, apoiado por aplicações automatizadas, e assim por diante.

3.2 – Visões de Hierarquia entre os documentos (Mapa de Processos).

Com o acumulo de práticas a serem adotadas e a quantidade de documentos que se fazem necessários confeccionar para atender as boas práticas, há alguns anos atrás montamos uma visão hierárquica dos documentos, isto facilita em muito o controle e visão holística dos processos (A mesma visão da Pirâmide demonstrada no item 1, com um organograma dos documentos demonstrando as suas dependências e relações mutuas).

A seguir ilustraremos um modelo, para quem estiver interessado em seguir.

Modelo Mapa de Processos Compliance - Aghatha Maxi Consulting - www.aghatha.com.br

4 – Mapa Geral de Processos – Compliance Norma ISO-IEC-27002 – Gerenciamento de Segurança da Informação

Mapa Geral Processos Compliance Norma ISO-27002 - Aghatha Maxi Consulting - http://www.aghatha.com.br

Modelo acima representa o Mapa Geral de Politicas, Normas e Procedimentos requeridos para a Implantação de Politica de Segurança da Informação, conforme as recomendações da Norma ISO-27.002.

Framework Compliance Norma ISO-27002, Veja mais informações em:

5 – Mapa Geral de Processos – Compliance COBIT  – Governança TI e Sarbanes Oxley Compliance

 Mapa Geral Processos para o Compliance Governança TI e Sarbanes Oxley  - Aghatha Maxi Consulting - http://www.aghatha.com.br

Modelo acima representa o Mapa Geral de Politicas, Normas e Procedimentos requeridos para a Implantação da Governança de TI e Sarbanes Oxley Compliance, conforme as recomendações do COBIT,  PCAOB e Norma de Segurança e Modelos de Gerenciamento de Serviços ITIL-V3.

Veja em nosso outro artigo, como desenhar fluxograma de processos de negócio, em:

https://aghatha.wordpress.com/2011/07/03/como-desenhar-fluxogramas-de-processos-de-negocio-1-parte-introducao-conceitos-e-modelos/

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Nele, você poderá ver alguns exemplos de como é possível descrever processos complexos com a adoção de 4 camadas sucessivas de detalhamento, sendo o nível # 1 a visão mais alta e o nível # 4 o nível mais detalhado do processo (Drill-Down de detalhamento de processos em camadas).

Ou ainda, Leia mais sobre este mesmo assunto, em nossos POSTs.

Framework Compliance Norma ISO-27002

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Abraço e Felicidades a Todos,

Eurico Haan de Oliveira

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Apresentação AGHATHA Framework – Norma ISO-27001:2/2005.


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